14/11/2017

A onda fascista que ameaça a todos!

Em discurso nesta segunda-feira (13) na Assembleia Legislativa, o deputado Tadeu Veneri (PT), líder da bancada de oposição, disse que a coluna do jornalista Mário Vitor Rodrigues publicada pela revista Isto É no último final de semana, em que defende a morte do ex-presidente Lula, revela mais uma vez a campanha brutal que a grande mídia promove para acabar com a reputação e legado do petista.

O parlamentar disse que não poderia se calar diante de um novo ataque o ex-presidente, desta vez incitando a violência pessoal contra Lula. “Este é o nível do debate político que chegamos depois de quatro anos de ódio destilado contra a esquerda e o PT, construídos com dois objetivos: derrubar uma presidenta da República e construir uma maré de fascismo em que as pessoas incitam parte da população a agredir e xingar as pessoas que são contrárias às suas ideias”.

Na tribuna, Veneri leu uma carta publicada pelo jornalista e escritor carioca Francisco Costa em que questiona os argumentos de Rodrigues. No documento, ele afirma que o colunista não passa de um “menino deslumbrado com o poder que o teclado lhe dá” e que “gostaria muito de ver sua coragem se cobrasse a propriedade de meia tonelada de cocaína no helicóptero de um senador, mais de seiscentos quilos de cocaína em jatinho que levantou vôo na fazenda de um ministro, se investigasse as malas de Temer ou a morte de Teori.”

Leia abaixo a carta pública divulgada pelo escritor Francisco Costa.

Sr. jornalista

Tive o desprazer de conhecê-lo hoje, graças à sua matéria, escrita na revista Isto É, uma das muitas porta-vozes da classe dominante, do golpe, da entrega do país no balcão de negócios multinacionais.

Já o respondi, na própria revista, e gostaria muito que me replicasse, para que iniciássemos um debate.

Pela ilustração feita do seu rosto, o Sr. é bem novo, provavelmente com idade de quase ser meu neto, o que me faz ver no incitamento ao assassinato de Lula um arroubo juvenil de quem não teria coragem de fazê-lo pessoalmente.

Não levei muito a sério tal disparate, preocupando-me muito mais o tipo de gente que o Sr. é, já que com a personalidade preferencial dos patrões da mídia, na hora da contratação.

É muito fácil ser valentão quando se está do lado do mais forte, ombreado com os três poderes e a mídia (quarto poder), com o aparelho de repressão do Estado.

Corajosos foram os que ousaram na Ditadura Militar, os de agora são heróis de aluguel, dublês de personagens dos mangás japoneses.

O que me conforta, diante de homens como o Sr. é que têm dias contados, já que, como toda mercadoria, são perecíveis, têm vida útil curta, graças à manipulação continuada dos seus proprietários.

Esta semana tivemos um bom exemplo do fim que levam os da sua verve, a dos locadores da própria consciência, redigindo o que o patrão quer, independente de conseqüências.

William Waack, segundo a Wikileaks, um ex importante e perigoso informante da Cia, foi para o ninho dos seus afins, para a Globo, como poderia ter ido para a Veja ou a Isto é, passando à verborragia em defesa da quadrilha que está no poder e dos interesses multinacionais aqui neste sofrido país de mercenários escribas, padrão Waacks, como o Sr. mesmo.

Frequentou a mansão dos Marinhos, teve livre trânsito na empresa e se acreditou todo poderoso, acima do bem e do mal, coisa típica dos covardes que se sentem blindados, e caiu.
Está afastado e deverá ser demitido.

O poder, a luz dos holofotes, o estrelato são fugazes porque o controle remoto está sempre nas mãos dos patrões com um dedinho no delet, pronto para descartar a laranja já chupada, tornada desidratado bagaço.

Isto é o que penso do Sr. enquanto jornalista, um menino deslumbrado com o poder que um teclado lhe dá, com o mesmo deslumbramento que uma AR-15 dá aos meninos da sua idade e caráter, nos morros cariocas, com a ressalva de que eles se expõem, enquanto o Sr.... Redige e passa no caixa.

Certamente o Sr. tem pai e, provavelmente, pela idade, avô, aos quais o Sr. deve devotar sentimentos bons, fazendo-os queridos seus.

Qual seria a sua reação, se um celerado sem princípios incitasse a que os matassem?

O alvo da sua cretinice é pai e avô, e tem um caráter diametralmente oposto ao seu, já que criticado até pela própria esquerda, por ser afável, respeitoso e cordial, longe, muito longe de tentar se acumpliciar com um homicida, por indução.

Gostaria muito de ver a sua coragem como jornalista, se cobrasse a propriedade de meia tonelada de cocaína no helicóptero de um senador; mais de seiscentos quilos de cocaína em jatinho que levantou vôo da fazenda de um ministro; se investigasse as malas de Temer ou a morte de Teori... Mas nadar contra a maré é para os fortes, está muito além da sua capacidade profissional e pessoal, de reles locador dos dedos, para digitar o do agrado dos seus donos.

Fico por aqui, alertando que mandarei cópia desta carta para a revista onde o Sr. loca a sua consciência, trabalhando desequilibrados, criminosos em potencial, para que façam o trabalho que os covardes não ousam fazer, limitados a coadjuvância do patronato, até se perceberem um puxa saco sem saco para puxar, porque desempregado.

Em tempo: Lula está liderando as pesquisas de intenção de votos em todas as situações, seja quem for o dono do saco que o senhor puxará mais adiante, e imagino, pelo porte da revista, que por um preço baratinho, baratinho.

Francisco Costa

Autor: Assessoria deputado Tadeu Veneri


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