12/05/2020

Bancada do PT lembra os quatro anos do afastamento de Dilma Rousseff: golpe contra a democracia

No dia 12 de maio de 2016, o Plenário do Senado Federal aprovava a abertura de processo contra a presidente Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. Injustamente e sem provas, num processo repleto de irregularidades e fraudes, ela foi acusada de infringir normas fiscais em 2015. Dos 78 senadores presentes à sessão, 55 votavam favoravelmente ao relatório pró-impeachment de Antonio Anastasia (PSD-MG), relator da denúncia na Comissão Especial do Senado. Outros 22 votaram contra. Às 10h, Dilma era afastada, temporariamente, do cargo de presidente da República, para o qual foi eleita com 54,5 milhões de votos em 2014. Foi quando o vice-presidente, o golpista Michel Temer, assumiu interinamente o cargo de presidente ilegítimo.

Na avaliação dos parlamentares petistas na Assembleia Legislativa do Paraná, o Brasil do golpe destituiu injustamente do poder uma presidenta honesta, inocente e legitimamente eleita. Eles apontam que com o golpe, caiu o nível de emprego, diminuiu a renda e ficou mais difícil recuperar a economia. O caos que se instalou no País traz de volta o desemprego, a fome e a miséria. Além disso, eles apontam que o golpe de 2016 acabou com a soberania do País e reduziu o papel do Brasil no cenário político e econômico mundial.

Para o líder da bancada, deputado Tadeu Veneri, o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff representou o início de um golpe contra a democracia brasileira. “O que ocorreu no dia 12 de maio foi o início de um golpe que desconstruiu todo um processo que vinha sendo feito ao longo de décadas para que nós novamente tivéssemos democracia e o desejo da maioria da população respeitado. Um golpe que se baseou em fatos que posteriormente ficaram comprovados absolutamente inverídicos, mas que trouxe consequências desastrosas para a economia e para a estabilidade do Brasil e da América Latina”, avaliou o deputado.

O parlamentar relacionou o golpe contra Dilma Roussef à eleição presidencial que levou ao poder um presidente autoritário que não respeita os direitos do povo brasileiro. “Um golpe que levou a termos hoje um presidente fascista que defende o extermínio daqueles que são diferentes, um presidente que trabalha todos os dias para que esse golpe dado pelo Congresso se transforme de fato no golpe dado por ele próprio. O golpe que aconteceu há quatro anos é início disso que temos hoje”, concluiu Veneri, ao referir-se ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A deputada Luciana Rafagnin também condenou o golpe e afirmou que Dilma Rousseff foi eleita legitimamente pela maioria do povo brasileiro. Para a parlamentar, o golpe representa um ataque brutal à democracia. "Há 4 anos, passamos por um ataque brutal à democracia brasileira, que tirou injustamente do poder uma presidenta legitimamente eleita pela maioria dos brasileiros, que tinha responsabilidade, seriedade e compromisso com os interesses do povo. Que respeitava as pessoas, as categorias profissionais, os setores produtivos e as instituições democráticas. Que valorizava o Sistema Único de Saúde – SUS”, destacou.

Sobre o caos que se instalou no Brasil pós-golpe, Luciana criticou o atual governo na condução da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. “Chegamos em 2020 diante de uma pandemia e de uma crise de proporções humanitárias inédita na nossa história sem uma direção séria, o que leva insegurança e coloca em risco a vida das pessoas. Os problemas de saúde e de base econômica só atingiram os níveis catastróficos de hoje por conta do caos político, das farsas montadas e do ódio que foi criado quando se arquitetou o golpe contra o governo da presidenta Dilma, contra o bem-estar social e o estado democrático de direito no País", argumentou a parlamentar.

Presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, o deputado Arilson Chiorato disse que a data de hoje é importante para relembrar que o golpe foi um crime contra os brasileiros e brasileiras, atingindo principalmente os mais necessitados. “Quatro anos de um golpe chamado mentirosamente de impeachment. Um impeachment que na verdade foi um crime contra o Brasil e os brasileiros, principalmente contra o povo mais pobre. Hoje é dia de relembrar e fortalecer nossa resistência para lutar, pois o pior ainda está por vir com o bolsonarismo a solta. Seguiremos lutando, companheiros. Viva a Presidenta Dilma!", disse o deputado.

“O Golpe contra a presidenta Dilma foi um ataque brutal à democracia. Essa cicatriz jamais será apagada. Desde o golpe o Brasil vem experimentando toda sorte de desgovernos”, finalizou o líder da oposição, deputado Professor Lemos.
 



 

Autor: Clicéia Alves, da assessoria de comunicação do PT na Alep


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